A Coreia do Norte afirmou nesta sexta-feira que haverá uma "resposta física" às manobras militares que os Estados Unidos e a Coreia do Sul planejam iniciar na próxima semana em águas do Mar do Japão.
A advertência foi feita durante a conferência asiática de segurança, realizada em Hanói, pelo porta-voz da delegação norte-coreana, Rin Tong-il, depois que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu aos países da Ásia que apliquem as sanções impostas a Pyongyang.
SANÇÕES
Na quarta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou novas sanções relativas à venda ou à compra de armas e produtos afins utilizados para financiar as atividades nucleares da Coreia do Norte.
As sanções unilaterais chegam semanas após os Estados Unidos terem de ceder à pressão da China, principal aliada de Pyongyang, e aprovar uma condenação pouco explícita contra o país no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).
Os EUA, assim como a Coreia do Sul, queriam uma condenação e punição pelo naufrágio do navio de guerra sul-coreano Cheonan, que matou 46 marinheiros e foi causado, segundo investigação, por um torpedo norte-coreano. Mas a Coreia do Norte nega qualquer envolvimento e ameaça de guerra se for punida por isso.
O alerta americano contra os gestos tidos como provocativos de Pyongyang não poderia ser mais claro. Hillary anunciou as medidas ao lado do secretário de Defesa, Robert Gates, durante uma visita à Coreia do Sul, onde anunciaram ainda exercícios militares conjuntos no mar Amarelo, na disputada fronteira marítima entre as Coreias.
As sanções são destinadas a isolar ainda mais Pyongyang e convencer seus líderes a retomar as negociações de desnuclearização, abandonadas há quase dois anos. Os EUA também estão tentando prevenir futuros atos provocativos.
Apresentando os contornos das novas sanções, Hillary disse que a Coreia do Norte poderia ganhar "a segurança e o respeito internacional que visa" parando com seu comportamento provocador e com as ameaças para os países vizinhos e retornando às negociações de desnuclearização.
Detalhes das sanções estão sendo finalizados, mas Hillary e outros oficiais americanos disseram que as medidas devem melhorar e expandir as sanções internacionais já existentes sobre viagens e transações financeiras.
Os EUA vão congelar mais ativos, ampliar a lista de indivíduos proibidos de viajar ao país e colaborar com os bancos para impedir transações suspeitas. O país quer ainda interromper o abuso norte-coreano dos privilégios diplomáticos, utilizados, segundo os americanos, para comércio ilegal de cigarros, falsificação de moeda e lavagem de dinheiro.
Fonte: Folha Online
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