Notícias e Conteúdo


M14 - Concurso para o ICMS-SP
03/10/08 · Alexandre Meirelles

Concurso para o ICMS-SP

Caros concurseiros sofredores,

Tenho recebido muitos e-mails pedindo dicas e informações diversas sobre o concurso do ICMS-SP. Para orientar a todos de uma vez, resolvi escrever bastante sobre este certame.

Este texto tem como base um que publiquei no meio de 2007 no Ponto dos Concursos, mas dei uma boa revisada e atualizada nele.

Primeiramente, quero comentar algumas coisas:

a) não tenho nenhuma informação privilegiada sobre esse concurso, só sei o que todo mundo sabe publicamente, principalmente a entrevista que nosso Coordenador deu recentemente para um jornal sobre concursos, que vocês podem ler neste link:

http://www.forumconcurseiros.com/phpBB3/viewtopic.php?f=7&t=46104&start=0

b) caso o concurso não aconteça, não me condenem, não terei culpa de nada. Concurso é assim mesmo, são várias dúvidas sobre qual caminho seguir a cada instante, tudo baseado em boatos e raras notícias mais confiáveis, como essa entrevista citada acima;

c) não tenho a mínima idéia se ele virá antes ou depois do AFRFB. Então, por favor, não me mandem emails perguntando o quê fazer nesse caso, como qual concurso focar etc., porque já cansei de escrever que não entro em questões pessoais. Na verdade, nem eu sei o que faria se estivesse no lugar de vocês agora e pensasse seriamente nos 2 cargos;

d) vou dizer muitas coisas a seguir sobre o que EU faria se ainda estivesse nessa vida doida de concurseiro e me preparando para a área fiscal. Logo, são só sugestões do que EU faria, o que logicamente não é o que vocês devem fazer caso pensem de outro modo;

e) vários dos livros que indicarei vocês encontram no meu texto aqui no CPC sobre bibliografias indicadas;

f) não temos certeza de qual banca vai ser. Por tradição, aqui no Estado de SP sempre utilizam a FCC ou a Vunesp. Não lembro de algum concurso que tenha usado ESAF, Cespe/UNB, FGV etc., pelo menos na área fiscal, não. Sendo assim, torço para que seja a FCC, porque a Vunesp tem muito pouca tradição na área fiscal e quando fez provas para cá, em 2002, por exemplo, não se saiu bem. Muito melhor a FCC, não resta dúvida.

E vindo mesmo a FCC, não deixem de estudar os diversos livros de questões comentadas dessa banca disponíveis na Editora Ferreira.

g) o edital de 2006 e as provas de 2002 e 2006 você encontra neste link:

http://www.editoraferreira.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=16&infoid=947&sid=14

h) o professor Joselias possui um site com diversas provas resolvidas. A senha para acessar os arquivos é "joselias", sem as aspas, lógico:

http://discovirtual.uol.com.br/disco_virtual/joselias/Apostilas

i) antes de me mandarem dúvidas sobre o cargo e outras coisas mais, leiam o tópico abaixo do Fórum
Concurseiros, porque lá já respondi a muita coisa. Então, vou fazer um acordo com vocês: não responderei a nenhum email que esteja respondido neste tópico, ok? Desculpem-me, mas recebo muitos emails diariamente com outros assuntos, fora outros afazeres e principalmente o meu trabalho, que é puxado. Se tiverem alguma dúvida mesmo lendo este texto e o link abaixo, escrevam suas dúvidas lá no FC que eu responderei, se souber, claro. Em 5 dias ele já teve mais de 5mil visitas, então acredito que contenha muita coisa útil por lá sobre este concurso.

http://www.forumconcurseiros.com/phpBB3/viewtopic.php?f=311&t=46497&st=0&sk=t&sd=a&start=150


Bem, então vamos lá, alertando que por algumas páginas o que escreverei só serve para quem pensa na área fiscal, de quase nada servindo para outras áreas. Ao final desta coluna comentarei sobre minhas últimas férias.

 

Resumo do Edital de 2006


Prova 1 => 100 questões, peso 1

Disciplinas / Nº de questões

D-1 Português 40
D-2 Matemática e Estatística 10
D-3 Informática 10
D-4 Raciocínio Lógico 20
D-5 Atualidades 10
D-6 Inglês 10


Prova 2 => 90 questões, peso 2

Disciplinas / Nº de questões

D-7 Contabilidade / Análise de Balanços 10
D-8 Direitos: Administrativo, Civil, Constitucional, Comercial e Penal 30
D-9 Economia e Finanças Públicas 15
D-10 Administração 20
D-11 Auditoria 15


Prova 3 => 100 questões, peso 2

D-12 Legislação Tributária do Estado de São Paulo 45
D-13 Direito Tributário 25
D-14 Contabilidade Geral e Custos 30


Não houve mínimos por disciplina, "só" tinha que fazer 50% em cada uma das 3 provas. E isso faz muita diferença entre a preparação para SP e para o AFRF, por exemplo, que tem mínimo de 40% em cada disciplina. Para a RF, você tem que estudar tudo, e muito. Em SP não, você pode dispensar certas coisas. Até o Deme, que ficou em 2º lugar por uma questão e porque seu avô faleceu na madrugada da prova, com ele tendo que sair no meio dela para ir ao velório, foi à prova sem nunca ter visto algumas disciplinas. Você tem que pesar a relação custo-benefício o tempo todo. Não dá para estudar todo o programa destas 21 disciplinas, impossível. Então sempre pese o seu ganho marginal ao estudar cada assunto e/ou disciplina. Ou seja, quanto você vai perder de horas para aprender algum assunto ou disciplina em detrimento de muitos pontos mais que você poderia ganhar caso estivesse estudando outra coisa? Saber tomar estas decisões é muito importante na sua preparação, sempre, seja para qual concurso for, mas em SP isso pesa muito mais.

A P1 eliminou quase todo mundo. O boato é que antes das anulações não tinham nem 350 candidatos com os mínimos nas 3 provas, mas não acredito nisso. E a grande maioria foi eliminada por causa da P1. Com as anulações, uns 600 fizeram os mínimos, saindo daí os 350 aprovados (entre eles, ainda bem, o doido aqui). Para passar no concurso foram necessários 57,8% do total de pontos (277 dos 480). O grande problema não foi a dificuldade das questões, e sim o tempo reduzidíssimo. Logo, treinar contas e provas de português é extremamente necessário. Neste concurso a rapidez e a arte de saber "fazer prova" foram mais importantes até mesmo do que o conhecimento aprofundado. Mas se você quiser passar em um concurso de ponta, que seleciona realmente os melhores, como este de SP, você tem que estar bem preparado para arrebentar o que aparecer.

Vou analisar agora cada uma das disciplinas, visando tão somente a este concurso e baseado na banca FCC, que não obrigatoriamente será a do próximo concurso. Mas apostaria que seria ou ela de novo, o que é mais provável, ou a Vunesp. Não creio em outras bancas, mas isso é puro achismo meu, baseado no histórico de concursos realizados pelo Estado de SP. Mas se vier a ESAF, o que duvido, muita coisa que digo aí embaixo não vale, quero registrar aqui meu alerta.

E analiso as disciplinas baseado em como foi o concurso de 2006, que pode vir bem alterado dessa vez, tanto nas disciplinas quanto no nível das questões e peso de cada uma. Mas não acredito que haja muita mudança nas disciplinas, uma vez que foram praticamente as mesmas de 2002 e são as mais comuns da área fiscal.

D-1) Português


Tem que ser muito rápido. A prova foi imensa e como possui 40 das 100 questões da P1, é muito importante para garantir os 50% do total da prova. Ajudou a reprovar a imensa maioria dos candidatos e muitos desses estavam bem preparados, mas se enrolaram com o tempo.

O 1º colocado no concurso, o André, conseguiu gabaritar as 40 questões, um verdadeiro absurdo. Eu só fiz 21 das 40, pior nota de ptg da minha vida, resultado também prejudicado porque fiquei muito tempo fazendo outras disciplinas.

Tem que treinar bastante agilidade em fazer provas. Saber olhar rapidamente os enunciados e alternativas antes de sair tentando entender os textos sem ter certeza do que precisa saber deles.

Além de treinar muitas provas, como as da ESAF, estudar o livro do João Bolognesi também ajuda muito. Ele tem livros pela editora Entrementes e um novo pela Campus, que devem ser bem parecidos. Eu estudei o primeiro, porque na minha época não tinha o da Campus, e como nunca vi este, não sei dizer no que diferem. Pelo site da Campus, acho que o da Entrementes tinha mais exercícios, mas não tenho certeza.

Recentemente a Editora Ferreira lançou um livro só de questões comentadas da FCC. Eu compraria, com certeza. Mas tem que saber que prova de Ptg difícil mesmo da FCC acho que só teve até hoje a do ICMS-SP, porque todas as outras que vi de Ptg da FCC foram infinitamente mais fáceis que as desse concurso de 2006, incluindo a do ISS-SP de 2007. Logo, acho um ótimo treino fazer provas da ESAF mesmo, tirando aqueles tipos de questões que só caem na ESAF, como as de ordenar textos e outras.

D-2) Matemática Financeira e Estatística

Foram 5 questões de cada. A prova de MF foi aquela de sempre, que você mata tranqüilamente estudando pelo excelente livro do Sérgio Carvalho e do Weber Campos, da Campus.

Já na de Estatística a coisa fica feia, aliás, muito feia. Essa é minha formação (sim, conquistei meu atestado de insanidade mental fazendo mestrado nisso), então vou palpitar um pouco mais. No AFRFB só cai a Estatística Descritiva, que os concurseiros chamam de "Estatística Básica". Esta é mole, bem pequena, só requerendo decorar algumas fórmulas e fazer contas rapidamente. E para isso o livro de Estatística Simplificada do Sérgio Carvalho, da Campus, mata a pau. Mas nos outros concursos, como neste de SP, cai a Estatística Inferencial também e aí a porca torce o rabo. Nós, concurseiros e ex, chamamos esta parte de "Estatística Avançada". Entram probabilidade com suas distribuições, inferência, regressão, amostragem etc. Tirando alguns pedaços que são mais fáceis, o bicho pega, principalmente para quem não é de Exatas. E mais: mesmo que você leve muitas horas estudando isso, muito provavelmente, se vier uma prova louca como a de 2006, que não dava tempo para fazer quase nada, você não terá tempo para fazer essas questões, pois quase sempre demoram muito para fazer. Vou dar o meu exemplo: eu sabia fazer as 5 questões da prova, sem querer bancar o bonzão por isso, mesmo porque não faria mais do que minha obrigação pela minha formação, mas as 3 de "Avançada" que caíram eu só li o enunciado e pulei, porque não compensaria perder aquele tempo todo para resolvê-las enquanto poderia fazer mais do que 3 questões de outras disciplinas e que valiam a mesma coisa. Como não tinha mínimo por disciplina, pude fazer isso numa boa. Bem, como possuo um conhecimento avançado em técnicas de chute, por ter estudado muita probabilidade em minha vida, errei as 3 que chutei ehehehe.

Mas como pode cair em outros concursos da área fiscal e sempre me pedem dicas de bibliografias sobre isso, vou dar 4 dicas de livros, que acho os mais didáticos:

1º) Estatística Aplicada para Administração - Stevenson, William J. - Editora Harbra. Este livro eu nunca li, mas muitos professores entendidos, como o colega Pedro Bello, o indicam.
2º) Estatística Básica - Morettin - Ed. Saraiva
3º) Introdução à Estatística - Triola - Editora LTC
Esses dois livros acima são bem didáticos também, mas são maiores que o 1º. E o Triola, que é meu livro preferido (eu o acho o melhor livro que já utilizei em minha vida fora da área concurseira), é muito grande, com letras pequenas. É coisa demais, então eu acabaria optando por um dos outros 2 livros.
4º) os dois livros de questões resolvidas do Pedro Bello, da Editora Ferreira. Aliás, estes livros são excelentes também para os que estudam para o AFRFB. Há muitas questões de Estatística Inferencial resolvidas neles e são baratos.

Pesquisem seus preços no site www.buscape.com.br, que serve para comprar tudo.

Sinceramente, não sei se compensa estudar isso por tão poucos pontos em jogo e tanto risco de nem chegar a fazer as questões mesmo que saiba. Mas caem em outros concursos fiscais, às vezes valendo mais pontos e/ou com mínimo por disciplina, como no ICMS-Rio, então ficam aqui minhas dicas de livros de uma vez. E se forem escolher alguns assuntos para estudarem, não deixem de ver a Distribuição Normal, que sempre cai, e Regressão. As 3 questões de "Avançada" que caíram na prova de 2006 são bem tradicionais e ilustrativas, servem como uma boa orientação.
Uma ótima dica para aprender muito didaticamente a Estatística Inferencial é assistindo de casa, pelo computador, as aulas do Sérgio Carvalho pelo site www.euvoupassar.com.br.

Ele fez um curso bem legal para o ICMS-Rio, com programa praticamente idêntico ao de SP, além dos cursos de Matemática Financeira e Estatística Descritiva (a tal "Básica"), que também têm no site.

E aqui um momento cultural: volta e meia recebo algum email perguntando o que fiz em minha "tese" de mestrado em Estatística. Mestrado não tem tese, tem dissertação. Tese você faz no Doutorado. Em Especialização comum, que chamam por aí de Pós, você faz monografia ou trabalho de conclusão de curso. MBA nada mais é do que uma especialização com nome mais pomposo, puro modismo, geralmente mais práticos que as especializações comuns. Mas não passam de especializações, não são mestrado, muito menos doutorado. Desculpem-me pelo momento de cultura geral, totalmente fora da nossa área de concursos, mas achei que algumas pessoas gostariam de aprender isso. Todas essas coisas são pós-graduações, mas mestrado e doutorado são stricto sensu e as outras são lato sensu. Estas lato sensu não precisam de regulamentação da Capes e do MEC, já mestrado e doutorado precisam. Também já me perguntaram se eu penso em fazer doutorado. Em Estatística é impossível, porque é muito puxado, não dá para fazer trabalhando, mas quem sabe daqui a alguns anos na área de Administração Pública.

D-3) Informática

Caiu um programa imenso, muito maior que o do AFRF. Como sempre, é imprescindível o livro do João Antônio. Mas ele não tem todo o programa, nem teria como, porque seriam necessários vários livros sobre isso. O programa parece o de várias disciplinas de uma graduação na área, que é minha formação original, apesar de não lembrar mais nada.

Se não aparecer nenhum material milagroso mais à frente, eu ignoraria o resto.

Fazer aulas com o JA, mas sabendo que ele pega o programa da RF só, também é excelente dica. Na RF acho que foi a disciplina que mais eliminou no último concurso. O JA é um grande professor, em todos os sentidos. Ele é o cara. O Rafael Araújo, de Fortaleza, também é muito bem falado, além de igualmente grande em todos os sentidos eheheh

D-4) Raciocínio Lógico

Nessa vocês têm que se empenhar legal nos estudos. Foram 20 questões, muito importantes para evitar a degola dos 50% da P1, e ainda era a primeira disciplina no critério de desempate (não me perguntem por que uma disciplina de peso 1 era o primeiro quesito no desempate, isso nunca entendi). Sugiro como material, sem dúvida alguma, as aulas online do Sérgio Carvalho. O livro dele e do Weber vai sair mais para o fim do ano, então não sei como vocês vão se virar até lá, porque acho que as aulas não estão mais à venda no Ponto, mas com certeza é o melhor material. Ele mata a prova numa boa e é extremamente didático, como todos os livros do Sérgio. Eu falo para ele que seus livros deveriam se chamar: "Estatística para toupeiras" e "Mat Fin para toupeiras", como naquela série americana "for Dummies", mas ele nunca gostou da idéia e nem acho que vocês gostariam eheheheh. Brincadeiras à parte, preparem-se para resolver as questões rapidamente, a agilidade aqui conta muito. Têm que decorar as regras básicas para utilizar as tabelas-verdade. Elas me fizeram muita falta no dia da prova, porque perdi muito tempo as deduzindo.

Até assistir à uma aula do Sérgio Carvalho eu achava que não dava para dar aulas sobre essa disciplina. Eu não via como, achava até um pouco de enganação quem fizesse isso, confesso. As tabelas são meras decorebas e os problemas é você com seu cérebro trabalhando mesmo, eu pensava assim. Mas confesso que mudei totalmente de idéia depois desse dia. Ele consegue realmente ajudar muito você nessa disciplina e acredito que outros professores possam fazer o mesmo. Até eu já penso em dar aula disso no ano que vem, bem baseado nas aulas do meu amigo Sérgio, para deixar bem claro. Logo, se você tiver oportunidade de fazer um bom curso disso, aconselho demais. Mudei de opinião sobre a importância de ter aulas dessa disciplina, mas antes tarde do que nunca.
Ele também gravou algumas aulas de exercícios resolvidos de Raciocínio Lógico no EuVouPassar. Pretende colocar lá também um curso completo teórico, mas mais para a frente, porque tem outros projetos em andamento agora.

D-5) Atualidades

Não tem uma fórmula mágica, é mais para quem teve o costume de sempre ler jornais, revistas, assistir a documentários etc. Mas há algumas formas de melhorar seu aproveitamento, descritas a seguir:

- leiam uma revista semanalmente, podendo escolher entre Época, Isto É ou Veja. Não percam tempo lendo jornais todos os dias, leiam a revista semanal e pronto;

- recentemente a Abril lançou uma revista chamada "Revista da Semana", que custa metade das suas concorrentes (Veja, Época e Isto É), porque é mais fina, quase não tem propagandas e não tem muita reportagem, é mais um resumo da semana, que é o que vocês precisam para o concurso;

- a Época também lançou um guia para o vestibular só de atualidades;

- se quiserem, leiam umas revistas de Atualidades para o Vestibular da Editora Abril que são vendidas nas bancas, que são excelentes e custam menos que R$ 20,00. Contêm resumos ao final dos assuntos, muitos gráficos etc. Visualização excelente, muito gostosas de se ler.

Não utilizem seu tempo efetivo de estudo com isso. Leiam essas coisas nos seus momentos de descanso, no banheiro, esperando o médico etc.

Não percam mais tempo lendo reportagens que não lhes acrescentam nada, como matérias policiais, "Linha Direta", BBB, fofocas etc. Aproveitem este tempo de descanso para "estudarem" indiretamente, lendo as reportagens realmente importantes nas revistas, aquelas que podem cair na prova.

Como diz o grande guru William Douglas, se você souber quem é o atual namorado de alguma dessas atrizes mais "andadas" por aí, que estão a cada semana com seu "amor definitivo" e que "está muito feliz ao lado dele", você não é um concurseiro tão compromissado assim. É óbvio que vocês não precisam ser máquinas de estudar, que não podem ler nada que não seja um livro de estudos. Mas com uma prova de Atualidades pela frente, com 10 pontinhos que podem ser decisivos em suas aprovações, é muito mais aconselhável utilizarem esse tempo de relaxamento com algo que pode ajudá-los na prova. Não leiam este lixo editorial que temos nas bancas, não atrofiem seus neurônios com informações imbecis. Também não precisam assistir aos telejornais pensando na prova, o que interessa deles vocês lerão na revista semanal, perdendo muito menos tempo.

Eu era um alucinado com jornais, telejornais, "Linha Direta", "Fantástico", política etc. Há uns 4 anos li um livro alertando sobre o mal que isso nos faz, tanto para aumentar nosso stress quanto na perda de tempo. Tomei a decisão de parar com essas coisas quase totalmente. Só entro na internet, leio a 1ª página dos jornais e muito raramente leio alguma outra notícia. Não leio notícias muito tristes, como acidentes de avião, chacinas, crimes hediondos etc. Eu leio as matérias mais interessantes de alguma revista semanal e pronto. O que vocês precisam saber nessa vida de concurseiro é só isso. Até ler notícias do meu time diminuí muito, porque só me dá desgosto mesmo, ainda mais agora que está com um pé e meio na segundona. E hoje digo que foi uma das melhores decisões de minha vida. A grande maioria das coisas que vemos na TV são passageiras, puro lixo, não servem para nada. Eu assisto a muitos filmes (nunca de terror ou suspense), alguns documentários, seriados americanos (Lost, Heroes, Rome, Agente 86 etc.) e desenhos. Coisas que me relaxam a mente. E as "maravilhosas" notícias que não vejo mais na TV e nos jornais, que são tão importantes assim como dizem por aí os fanáticos por TV, como muita gente acha, não me fizeram a mínima falta na prova, porque gabaritei as 10 questões.

Resumindo, leiam uma revista semanal, pulando várias matérias, em seus momentos de descanso. A revistona da Abril também aconselho. Esqueçam "Caras" e outras coisas desse gênero. Será um bem que vocês farão a seu concurso e a suas vidas.

D-6) Inglês

Ao contrário do AFRFB, aqui em SP cai gramática também. E não tem a opção de espanhol, como na RFB. Não sou a pessoa mais indicada para falar sobre isso, porque o meu inglês só serve para quebrar um pequeno galho e erro tudo de gramática, só me viro um pouco nas questões de textos (acertei só 5 das 10 questões aqui e no AFRF foram 7 das 10).

Há um livro do Carlos Augusto, da Ed. Campus, que tem gramática e textos.

Eu gostava de um que é muito usado na escola, do Amadeu Marques. Comprei uma edição de professor em um sebo, baratinho, com a vantagem de vir com as respostas. É bem básico, mas talvez algum professor da área não ache isso interessante. É como escrevi anteriormente, não sou uma pessoa indicada para falar bem sobre a disciplina. Não estudei gramática, só fiz algumas questões de textos de provas da ESAF na época do AFRF.

Um ótimo site para treinarem textos em inglês é o do Dino, que tem centenas de textos traduzidos, principalmente voltados para o concurso do AFRFB: www.adinoel.com

D-7) Contabilidade - Análise de Balanços (AB)

Apesar de ter a palavra "Contabilidade" no título, praticamente só cai AB mesmo, pois Contabilidade cai em outra prova, a D-14.

É uma matéria bem tranqüila para quem já tem alguma base em Contabilidade Geral, além de pequena. Eu sugiro ou o livro do Ricardo Ferreira ou as aulas do Ponto do João Imbassahy, que considero excelentes, nota mil. Mas também tem o problema de estar fora do "catálogo" do Ponto de vez em quando.

É estudar algumas horas e ir para o abraço. Eu só gabaritei duas disciplinas no concurso, AB e Atualidades, que foram pontos muito preciosos conquistados.

E lembrando que cai AB no AFRFB também, na prova de Contabilidade.

D-8) Direitos: Administrativo, Civil, Constitucional, Comercial e Penal

Foram 6 questões de cada.

Devido a não haver mínimo por disciplina, aos programas de Civil e Comercial serem imensos e eu praticamente nunca ter visto (além de não gostar), optei por não estudar nada de Civil e Comercial, por causa do pouco tempo disponível para estudar o resto todo. Com meu avançado conhecimento de técnicas de chute descrito anteriormente, errei as 6 de comercial e 5 de civil. Fiz uma só em 12 possíveis, perdi 22 pontos nesta brincadeira. Há horas em que dá vontade de rasgar meu diploma de mestrado, porque a tal probabilidade passa longe da realidade às vezes eheheheh. Essa é a vantagem de você não ter mínimo por disciplina, você pode se afundar em alguma disciplina e se recuperar no resto.

Direito Administrativo (DA) foi muito fácil, ridícula para quem tinha estudado para o AFRF ou outro concurso mais puxado. Eu, que fiz só metade no AFRF, gabaritei as 6 de DA em SP. Como as provas da FCC são quase sempre muito fáceis nesta disciplina, nem sei se vale tanto a pena estudar por algum material mais completo, como o livro do Vicente e do Marcelo, se vocês visarem a só este concurso. Recentemente a Editora Ferreira lançou um livro só de questões comentadas de DA da FCC. Eu compraria, com certeza.

Direito Constitucional (DC) também foi bem fácil, como quase sempre é na FCC, com puro texto quase da CF. Aqui vale o mesmo comentário sobre o livro do Marcelo e do Vicente.

E digo que não sei indicar bons livros em DA e DC que não sejam os que falei acima. Como são duas disciplinas que geralmente valem muito em outros concursos, eu estudaria, se não visasse só ao ICMS-SP, pelos 2 excelentes livros do VP e do MA mesmo. Vocês que têm que pensar no caso. Fora que há a possibilidade, não muito provável, de aumentarem o peso destas disciplinas. Se na futura comissão que for nomeada para organizar este concurso houver algum advogado, isso poderá mudar; se não houver, vai ficar assim mesmo, isso se não saírem algumas dessas. Isso é sempre uma caixinha de surpresas. Se fosse eu o responsável, mudaria muito do que está aí, mas não serei eu, com certeza, lógico. Se daqui a 20 anos eu fizer parte de alguma comissão de concurso na área fiscal, saibam que vou cobrar profundamente Contabilidade, Direito Tributário, Português, Raciocínio Lógico, Informática e Legislação. Vou arrebentar com os candidatos nessas, mas no resto cortaria várias ou diminuiria muito a importância delas. Mas isso, se um dia acontecer, vai ser para os filhos de vocês, espero que ninguém aqui ainda esteja estudando até lá eheheheh

Direito Penal (DP) foi bem tranqüila. Eu fui a uma livraria e comprei o menor de todos os livros destes de resumo, chamado "Sinopse de Direito Penal", da Ed. Edijur, li o bichinho duas vezes e fiz 4 ou 5 das 6 questões, acho que 5. Acredito que as 6 questões da prova estivessem nele. O programa é bem menor que os de Civil e Comercial e eu acho muito mais agradável. Acho que não compensa estudar por algum material imenso, como as ótimas aulas do Ponto que saíram para o ISS-SP, mas é porque lá eram 20 questões, então tinha que estudar a fundo mesmo. Mas estudarem só o livrinho que mencionei também acho temerário, porque vocês vão ter muito tempo até a prova, não foi o meu caso de ter que estudar de última hora.

D-9 ) Economia e Finanças Públicas (Eco/FP)

Tem que estudar pelo livro do Viceconti, da editora Frase. Lembrando que em SP cai microeconomia, que não cai no AFRF, e que micro é mais difícil que macro.

A prova da FCC é bem mais puxada que a da ESAF para o AFRFB, que costuma ser bem mais fácil. Aliás, eu considero a prova de Eco/FP do AFRF 2005 a mais fácil de todas deste concurso. E dou meu exemplo, para variar. Fui para a prova do AFRF tendo estudado pouco de economia, com muito medo de ser eliminado, era a disciplina que eu mais temia a degola. E gabaritei as 10 questões com relativa facilidade, saí da prova com a quase certeza de ter conseguido matar as 10. Já para SP estudei bem mais, fui sabendo muito além da época da RF, e só fiz 7 das 15, na base da reza brava ainda por cima.

É uma disciplina bem puxada, eu a considero junto com Contabilidade e Informática (isso para quem não tem boa base nessas áreas, lógico) as matérias mais difíceis de todas que existem na área fiscal. Se você puder fazer algum curso com um bom professor, como Geraldo Góis, Marcelo Bolzan, Carlos Ramos, Marlos Ferreira e outros será de muita ajuda.

Na parte de micro, principalmente em algumas questões tradicionais da FCC, tem que saber noções bem básicas de derivada. Mas estudando a resolução dessas questões vocês pegam a receita de bolo do que precisam saber, não precisam se desesperar e comprar qualquer livro de Cálculo Diferencial. Nem pensem em perder tempo estudando Cálculo. Só de estudarem como se resolvem essas questões vocês aprendem o mínimo necessário.

A parte de Finanças Públicas tem quase toda no capítulo 13 do livro do Viceconti e é muito mais fácil que Economia. Mas vai cair uma ou outra questão só, não é como no AFRF, que é metade da prova, salvando a galera.

D-10) Administração (não é só a Administração Pública, é a Geral mesmo)

Esta prova é completamente louca. Foi muito chute a esmo. E muito "feeling" também.

Após a prova, ficamos sabendo de um livro que tinha muitas das questões que caíram, mas quase ninguém sabia dele antes. Quem o descobriu antes, se deu bem na prova. O livro é este:

Administração - Princípios e Tendências - Francisco Lacombe e Gilberto Heilborn - Ed. Saraiva

Pena que eu não sabia de sua existência, porque passei muito aperto na hora da prova. Acho que ainda consegui matar umas 11 das 20 questões, mas com muito chute no meio.

Só sei de uma professora que o pessoal está gostando, é a Elizabete Moreira, de Recife, mas que também dá aulas em outros locais. Não espere por milagres por parte dela ou de qualquer outro professor, porque o programa é imenso mesmo, mas eles podem lhe dar uma boa ajuda.

D-11) Auditoria

Esta disciplina tem que fazer boa pontuação. É fácil e com programa pequeno.

Recomendo o livro do Ricardo Ferreira ou o do João Imbassahy, ambos da Editora Ferreira.

Tem que ir bem nesta prova, porque são 15 questões de peso 2.

Eu nunca tinha visto Auditoria, estudei rapidamente para SP, e matei 13 das 15, isso porque errei as duas mais fáceis por puro esquecimento de coisas bem decorebinhas e bobas, como datas.

Enfim, é relativamente fácil, mas tem que arrebentar.

D-12) Legislação Tributária do Estado de São Paulo

Aqui o bicho pega, e muito. Fora o tanto de pontos que vale.

Eu faria o seguinte roteiro:

1) estudaria a Lei Kandir e a parte sobre impostos estaduais do STN da CF, usando ou o livro "ICMS Genérico" do Dermeval Frossard, da Ed. Ferreira, ou o de ICMS, do Cláudio Borba, da Ed. Campus. Aqui é a base da coisa e vale para qualquer estado. É complicadinha, mas esses 2 livros esclarecem muito. Não estudem a legislação seca sem terem pego essa base nos livros.

2) Depois pegaria o livro do Ricardo Ferreira de ICMS-SP. Ele condensou as partes mais importantes do Regulamento do ICMS (RICMS). As questões são bem mais fáceis que as do nível da prova de 2006, mas é porque nunca tinha tido uma prova de ICMS com o nível tão alto como foi a de SP em 2006. Eu na véspera da prova peguei para fazer a do concurso anterior, o de 2002, e só errei duas. Na minha prova de 2006 fiz 32 das 45, suando frio.

O problema desse livro é que ele desatualizou desde 2006, principalmente na parte de Substituição Tributária, que sempre cai bastante. Fora o Simples Paulista (SP), que deixou de existir, porque virou tudo Simples Nacional (SN). Então, obviamente, vocês terão que estudar o SN também e desprezarem qualquer coisa relacionada ao SP, como questões de provas, capítulos de livros etc.

3) Em seguida leria o RICMS, que é imenso, grifando as partes mais importantes para ler outras vezes. Há muita coisa dispensável nele. Compare bem o programa do edital com o índice do RICMS, porque muitas coisas não caíram, como vários anexos.

4) Depois faria as questões do material do Pedro Diniz. Você consegue se comunicar com ele pelo e-mail: pdiniz@centroin.com.br. Ele vendia seu material por e-mail, que é muito bom, por R$ 30,00 só, mas teve problemas sérios com pirataria descarada e teve que parar de fazer isso. Não sei como ele disponibiliza seu material hoje. Você tem que conseguir este material, porque só nele você encontra questões bem mais difíceis para resolver, apesar de ainda não ser do nível do concurso que tivemos. E são mais de 700 questões, por assunto.
Cuidado com as legislações estaduais de outros estados, porque há várias diferenças entre elas.

Sei que é muita coisa, mas são 45 questões peso 2 e é o que você vai utilizar para o resto de sua vida se passar. Então terá que ralar mais que bunda de cobra para aprender o RICMS, não tem outro jeito.

Para quem for de SP, fazer um curso com o professor José Rosa não tem coisa melhor. Ele é excelente e ainda por cima é o professor de todo o curso de formação, com muito prestígio aqui na Fazenda. Suas aulas são muito descontraídas e didáticas. Dizem que ele fez a prova do concurso de 2002 e a do nosso curso de formação. Enfim, ele é o cara.

Também não podem esquecer que caem ITCMD e IPVA, mas suas legislações são pequenas e fáceis, dessas que vocês vão rezar para cair na prova, porque é mil vezes mais fácil que o ICMS, que é uma pedreira.

D-13) Direito Tributário

A prova foi infinitamente mais fácil que a da RF, como é o padrão das provas de Direito da FCC, que são quase sempre fáceis e mais decorebas.

Não lembro se caiu alguma coisa mais jurisprudencial ou se só foram as partes do STN da CF e o CTN mesmo.

Como sempre, recomendo o melhor livro para concursos que eu e o Deme consideramos, o do João Marcelo Rocha, da Editora Ferreira. Este livro tem que ser o livro de cabeceira de qualquer concurseiro fiscal.

Quanto a professores, recomendo o meu xará Lugon ou o Ricardo Alexandre. Sei que há vários outros professores muito bons, ainda bem que nesta disciplina tão importante isso não faz falta.

D-14) Contabilidade Geral / Custos

Caíram muitas questões de Avançada também, mas não puxaram muito nestas. Estude isso pelo livro de Contabilidade Intermediária e Avançada do Ricardo Ferreira.

A mesma dica de material vale para as partes de Contabilidade Básica e de Custos. É o roteiro de sempre para Contabilidade.

Existem vários professores bem indicados, informem-se com seus colegas.

Contabilidade de Custos é pequena e fácil, mas no programa de 2006 apareceram alguns tópicos que não tinham nos livros mais famosos para concursos, como o do Ricardo Ferreira, que é uma ótima dica de material para vocês. O Imbassahy soltou um ótimo material com todo o programa pelo Ponto na época. É o melhor material de Custos que existe, não resta dúvida.

A prova foi muito trabalhosa, principalmente nas questões de Custos, e muitas não davam tempo para fazer.

Outros Tópicos Avulsos sobre este Concurso:


a) Redação

Até o concurso de 2002 caía redação, o que só gerou muita confusão. Não acredito que façam a grande bobagem de pedir de novo. Até hoje há ações na justiça do concurso de 2002, portanto eles viram a droga que é cobrar, ainda mais com a correção absurda que fizeram na época. Não se preocupem com a probabilidade dela cair de novo, o que pode até acontecer, mas com probabilidade mínima.

b) Minha Troca do AFRF pelo ICMS-SP

Muitos me perguntam por que troquei o AFRF pelo ICMS-SP. Em todas as minhas palestras até hoje tive que responder a isso, assim como o Deme. Gostaria de encerrar este assunto de uma vez por todas, porque acho chato falar sobre ele. Já expliquei algumas coisas no meu texto "Vida de Fiscal" aqui do CPC. Mas vamos lá, escreverei mais dessa vez.

Primeiro, acho os 2 cargos excelentes, verdadeiros "tops" de linha. Aliás, os considero os 2 melhores da área fiscal. O TCU também, mas aí já sai um pouco da área fiscal. Para mim, são os 3 melhores fora do mundo jurídico, juntamente com os de Auditores dos Tribunais de Contas, mas esses são para poucos.

Se você está longe do sudeste e/ou não pensa em passar o resto de sua vida em SP, recomendaria o AFRF. E se você está por aqui e/ou não ligaria de viver em SP o resto de sua vida, o ICMS-SP é uma excelente opção. Isso vai depender da personalidade e das opções de cada um.

Na RFB há cada vez menos fiscais externos, com tendência para diminuir ainda mais. E aqui em SP, pelo perfil de fiscalização que é o ICMS, há e haverá sempre mais externos que internos. E isso para mim é tudo, compensa qualquer diferença salarial, pressão no trabalho etc. Eu odeio ficar dentro de qualquer ambiente fechado, em alguma sala. Para mim é a morte. Fiquei 11 anos como fiscal de ISS em BH como externo e cada vez que tentavam me colocar interno, pelo menor tempo que fosse, era a maior briga comigo. Sou muito agitado e só funciono melhor à noite. Sou igual morcego, sempre fui assim, gosto de dormir de manhã, porque meu cérebro não funciona nesse período; e trabalhar, escrever etc. à noite. Não tem jeito, nunca consegui dormir cedo e acordar inteiro de manhã. Isso é do organismo de cada um. Logo, não conseguia me ver na RFB o resto da vida como interno pela maioria dos anos até me aposentar. E são muitos anos, ainda tenho uns 25 de trampo pela frente no mínimo.

Hoje estou como interno em SP, mas sei que será por pouco tempo, é só até vocês chegarem. Tento fazer o melhor que posso, mas sonho todos os dias com a externa. Quando estipularem uma data para eu "externar", vou começar a fazer aqueles tracinhos na parede igual aos prisioneiros.

Quanto a preferir fiscalizar ICMS, IPI, IR, II, IE etc., para mim não faz muita diferença, contanto que seja fora de uma sala fechada.

Obviamente, um outro grande fator também foi o salário, que na época aqui estava razoavelmente superior ao do AFRF. Hoje, com as recentes reestruturações que os 2 cargos sofreram, é mais vantagem financeira o AFRFB, mas na minha época, não, aqui era bem melhor.

Esqueçam essa idéia de que fiscal externo fica o dia todo visitando empresas. Regra geral isso é mais para fiscais de prefeituras menores ou alguns colegas mesmo das fiscalizações maiores que trabalham assim em algum tipo de tarefa bem específica, mas é a ampla minoria. Fiscal externo de ICMS ou da RFB vai algumas vezes a uma empresa, pega milhões de documentos, notas fiscais e arquivos de computador e fica dias em casa averiguando aquilo tudo. E aviso logo para que não pensem que os externos têm vida mansa, porque quase sempre eles trabalham muito, vários mais horas por dia do que os internos. Se não leram o texto "Vida de Fiscal" que tem aqui no CPC  e quiserem saber mais sobre essas coisas, leiam o mesmo, esclarece bastante esse tipo de coisa. Então não pensem: "O Meirelles quer ir para a externa para vagabundear", por que estão muito enganados, tenho quase certeza que vou ralar até mais, é só por causa da minha personalidade e relógio biológico todo louco, fora que na externa aqui em SP ainda ganhamos menos que os internos.

A RFB tem muito mais estrutura, fora a opção futura de você conseguir mudar de Estado. Em SP você vai viver nesse Estado, que é o meu predileto, o resto de sua vida, óbvio.

Nos dois se trabalha bastante, são 8h/dia mesmo, quando não é um pouco mais em algumas épocas. Portanto, se querem vida boa, fujam desses dois cargos. Mas vocês vão ter seus feriados, finais de semana e férias bem respeitados, o que muitas vezes não acontece na iniciativa privada.

Bem, o que tinha para escrever sobre este concurso era isso, foram quase 9 páginas. Acho que todas as outras respostas vocês terão lendo o tópico do Fórum Concurseiros que mencionei na 1ª página, juntamente com as próximas notícias oficiais de surgirão dentro de algum tempo, sabe-se lá quando.

 Minhas Férias Recentes

Muita gente me escreveu agradecendo pelo meu último texto aqui no CPC, o "Sonhar não custa nada". Então, continuando o assunto, acabei de voltar de 15 dias nos EUA. Desta vez fui com meu irmão e outro amigo fiscal daqui. Voltei a Miami e Key West e fui conhecer a costa oeste, incluindo São Francisco, onde conheci o presídio de Alcatraz, Los Angeles e Las Vegas, sendo esta cidade o motivo maior da minha viagem.

Lembram do meu fascínio por conhecer presídios famosos à que me referi na coluna passada? Pois é, conheci mais um local desses, Alcatraz, que sonho conhecer desde que vi o excelente filme "Fuga de Alcatraz", com o Clint Eastwood. Vejam este filme, é um dos melhores que já vi e é real. É das antigas, de 1979, mas vocês acham em muitas locadoras, até em DVD, eu mesmo tenho o DVD. É o filme que melhor mostra como era a vida nesse famoso presídio, isso dito até pelos seus ex-presidiários. Já li uns 3 livros sobre Alcatraz faz alguns anos e trouxe mais um para ler agora, fora mais um filme.

Aí vão me perguntar: "por que voltar aos EUA com tantos países para conhecer ainda, se você já foi lá ano passado?". E eu responderei: "primeiro, meu irmão sempre foi louco para conhecer os EUA e como ele não fala nem ‘the book is on the table', fui lá para dar uma mão a ele, apesar do meu inglês não passar muito disso. Segundo, conhecer a costa oeste sempre foi uma vontade minha também. Terceiro, minhas passagens foram de graça".

E antes que me perguntem como consegui esse 0800, aí vai uma coisa que talvez alguns de vocês não saibam. Há cartões de crédito que dão milhas. Você ganha em média uma milha por dólar gasto ou o valor correspondente a isso em reais. Como nossa renda é razoável, é só você se acostumar a pagar tudo no cartão, até o pãozinho na padaria. Isso garante a você, em média, uma viagem ao exterior por ano gratuitamente. Se você não tiver filhos na escola, é só viajar fora da alta estação, quando as milhas necessárias a uma viagem dessas ficam em promoção e os hotéis idem e beleza, você faz uma viagem bem mais barata. Eu usei 30mil milhas do meu cartão para ir aos EUA e voltar pela American Airlines, incluindo duas passagens lá dentro para conhecer a costa oeste, tudo 0800. Poderia ter escolhido Havaí, Alasca etc. Tudo "de grátis". Se quisesse ir à Europa, seriam 90 mil milhas, um número muito maior. Logicamente, depende do quanto você gasta no seu dia a dia, como restaurantes, lojas etc. Mas nossa renda dá numa boa para isso.

Sabem aqueles 2 irmãos e o pai que são fiscais daqui de SP, meus amigos de infância? Eles montaram quase uma dissertação de mestrado sobre como incrementar essas milhas. Eles pagam um cartão com o outro e fazem outras coisas mais. E o resultado é que todo ano eles viajam ao exterior com suas esposas de graça.

Ano que vem farei outra viagem assim. Para os EUA já terei milhas suficientes com certeza, o brabo é ir à Europa usando isso. Acho que farei de novo o que fiz este ano: uso o cartão para ir aos EUA de novo e pago do meu bolso para a Europa no meu outro período de 15 dias de férias. As passagens não são tão mais caras assim para justificar a diferença de 30 para 90mil pontos no cartão. Prefiro ir 3 vezes de graça aos EUA do que uma à Europa e ir duas vezes à Europa no mesmo ano é muito brabo, porque lá é tudo muito mais caro que nos EUA.

 

Atendendo a pedidos, desta vez coloquei algumas fotos dessa minha viagem no site abaixo:

http://www.flickr.com/photos/30948789@N07/sets/

E aproveitei para colocar também algumas da minha viagem à Europa em maio, incluindo uma do tal dia em que fiquei às margens do Danúbio, em Budapeste, tomando uma cerveja pensando no que aquele meu tempo de estudo compromissado estava me proporcionando de felicidade. E algumas de Auschwitz, dentre outras. Estão todas no link acima.

Se quiserem sonhar em viajar para o exterior quando passarem, guardem este site no seu "Favoritos", que é excelente para verem fotos de muitas cidades: www.alovelyworld.com.

Bem, sofredor, é isso aí o que faço nas minhas férias depois que passei para um excelente cargo. E o mais legal é você saber que está tudo ao seu alcance, na sua frente, são simplesmente seus livros e sua cadeira esperando mais HBC.

Vamos agora aumentar nosso ritmo de concurseiro compromissado, porque a fase de escassez de concursos decentes na área fiscal está para acabar, esta virada de ano e 2009 prometem muito. Deverá ser igual do fim de 2005 para o meio de 2006, quando ótimos concursos aconteceram seguidamente e quem estava bem nos estudos e soube manter a cabeça obteve sucesso. É a grande chance de vocês, não a desperdicem.

 Abraços a todos e boas HBC

Alexandre Meirelles
alexmeirelles@gmail.com

 



Rede LFG / Curso para Concursos - Curso Preparatório Para Concursos Públicos - Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras AfinsRede LFG / Curso para Concursos
Curso Preparatório Para Concursos Públicos - Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras Afins
http://www.cursoparaconcursos.com.br/